O segredo da investigação é o método.

"O segredo da investigação é o método"

Esta é uma afirmação feita por José Rodrigues dos Santos, jornalista, escritor e professor universitário, em entrevista dada, esta semana à revista Notícias Sábado.


E prossegue: " quando estamos a fazer uma investigação, muitas vezes estamos à procura de alguma coisa. No acto de procurar uma coisa encontramos outra. Eu sou a única pessoa que pode avaliar se essa coisa é pertinente."


As etapas de um processo de investigação, podem conduzir-nos a caminhos diferentes daqueles que tinhamos antecipado e levar-nos até a reavaliar todo o processo desenvolvido até ali.

As etapas de um processo de investigação por vezes, sobrepõe-se umas às outras, misturam-se, fluidificam-se e obrigam-nos a rever posições.



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A categorização da entrevista como técnica em Análise de Conteúdo

A s categorias podem ser definidas antes ou depois de se levar a cabo as entrevistas e dependem de já termos uma ideia ou não sobre as possíveis respostas. As categorias são " rubricas significativas, em função das quais o conteúdo será classificado e eventualmente quantificado" (Grawitz, 1993).
Devem caracterizar-se por serem o mais objectivas possível de modo que codificadores diferentes possam chegar a categorias iguais ou idênticas; exclusivas, isto é, cada elemento só pode estar numa e numa só categoria e exaustivas, toda o conteúdo deve fazer parte de uma cou de outra categoria, a menos que sejam coisas que os entrevistados disseram que não se enquadram na informação de interesse para a investigação. As categorias devem ainda ser pertinentes de maneira que haja uma ligação acentuada entre os objectivos e o conteúdo que está a ser classificado.
Por todas estas razões, categorizar não é uma tarefa fácil e coloca problemas quanto á validade e fiabilidade desta técnica.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ainda a análise de conteúdo

Ghiglione e Matalon (1998) sobre a análise de conteúdo, referem os vários problemas que se colocam aos investigadores, pela utilização desta técnica ou melhor conjunto de técnicas, adoptadas para analisar dados recolhidos por inquérito: são questões que se prendem com a fidelidade e validade deste tipo de análise. O problema da codificação do discurso assenta nas questões anteriores. Então porque codificamos? Porque é inerente ao próprio método, codificamos com a intenção de simplificar, agrupar, categorizar e evitar repetições.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A Análise de Conteúdo

A análise de conteúdo congrega um conjunto de "instrumentos metodológicos" que têm por finalidade interpretar, descobrir significados diferentes dos óbvios, a respeito do discurso de alguém.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A População e a Amostra em Metodologia da Investigação nas Ciências da Educação

A População é definida como o conjunto de elementos que apresentam características comuns e que os identificam como pertença daquela população e características que os diferenciam de outras populações. Geralmente o número de elementos de uma População ou universo é demasiado grande para ser possível observa-los todos pelo que se torna necessário escolhermos elementos dessa População que possam representa-la; a esse processo de selecção chamamos amostragem a qual produz um subconjunto da População que denominamos Amostra.

A selecção da amostra está intimamente ligada à metodologia que o investigador considerou mais adequada para orientar a investigação e aos objectivos da mesma. Se o investigador decidiu increver-se no paradigma normativo/quantitativo a amostra tenderá a ser de maiores dimensões do que se o investigador tiver optado por um enquadramento teórico que priviligie o paradigma interpretativo/qualitativo em que as amostras têm dimensões muito mais reduzidas. As técnicas de amostragem também serão seleccionadas de acordo com os objectivos do investigador. De qualquer modo para definirmos a amostra é preciso primeiro definir a população e depois determinar que dimensão deve ter a amostra.

A entrevista

Quando recorrer à entrevista?

De acordo com Hermano Carmo e Manuela Ferreira (1998) a recolha de dados através de entrevista é útil em certos contextos e evitável em outros. Poderá economizar tempo em situações em que se pretenda saber a opinião de pessoas que sejam especialistas no assunto que queremos investigar, isto é , sejam informadores qualificados e " recipientes de informação relevante". Por outro lado, poderão também actuar como filtro da própria informação. Daí que se faça sentir a necessidade de cruzar dados provenientes de outras fontes para aumentar a fiabilidade da informação a obter.
Outra situação em que a entrevista poderá funcionar bem é quando existem questões relevantes para o investigador cuja respostas obtidas por outros processos não parecem fiáveis ou ainda para corroborar informações obtidas através de fontes documentais, por exemplo.

Existem entrevistas que consoante os objectivos que norteiam o investigador se adequam na forma, estrutura e na tipologia, para permitir a recolha apropriada da infromação.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A entrevista como técnica de recolha de dados

Como caracterizar as entrevistas quanto ao número de sujeitos inquiridos?


Como se podem diferenciara as entrevistas relativamente aos temas em análise?


Como diferenciar entrevistas quanto à estruturação?


Como construir um guião para uma entrevista?

A Análise da dissertação de C. Neto relativamente ao uso do questionário como método de recolha de dados


A autora apresenta claramente os objectivos de investigação que presidiram à elaboração do questionário?

São apresentados objectivos gerais e objectivos específicos.

Há indicação dos passos que estiveram subjacentes à construção do questionário?